Segunda-feira, feriado, perfeito dia pra se desestressar, passear e curtir a cidade. Nada melhor do que um passeio ao Shopping-Center.
Com a carteira bem municiada, seguimos rumo ao shopping, o paraíso da distração nos espera. E olha só, as “boas” coisas já nos esperam antes mesmo de entrar no bendito, uma fila enorme de carros esperando para retirar seu ticket e passar na cancela, mas tudo bem, é soh uma fila passa rápido.
Próximo mártire encontrar uma vaga. Poxa mas cadê elas? Vou rodar mais um pouco. Depois de andar, apenas dentro do estacionamento, todo o percurso que levei de casa ao shopping, me que convenci de que não existia vagas. Seis andares de estacionamentos todos lotados, o jeito era parar e esperar, se não o combustível junto com minha paciência iria acabar, alguma alma cansada de shopping irá embora para eu vou abocanhar uma vaga.
Depois de quarenta minutos em busca de uma vaga, em fim entrei no magnífico e extraordinário Shopping Center. Paz, tranqüilidade, ar condicionado, gente bonita... ops, entrei mesmo no shopping ou em uma feira central? Milhares de consumidores ferozes, doidos para satisfazerem seus desejos capitalistas de gastar, entupiam os corredores, se espremendo perto das vitrines. Será que tem espaço de se locomover ao meio esse mar de gente? Mas aqui não era pra ter um frescor constante de um ar condicionado? Ou será que ele não dá conta tamanho calor humano daqui de dentro? Mas tudo bem, relaxa, hoje é feriado, vou tentar me espremer no meio dessa gente toda e alcançar um velho e bom cineminha pra aproveitar meu dia.
Alguns empurrões, espremidas e pisões de pé depois, consegui chegar ao guinche de venda de ingressos do Cinemark. Também consegui uma nova missão, encontrar o final da fila, já que ela não coube dentro do espaço demarcado, tampouco dentro do shopping, e se espalhou pelo estacionamento, uma multidão sem fim, que levaria pelo menos 2 horas para ser vencida. Mas vamos lá, é feriado, tenho o dia todo hoje mesmo. Quero assistir meu filme tão esperado e sossegar, mas, para minha surpresa, de tempos em tempos subia uma plaquinha indicando que tal sessão já estava esgotada, mas tudo bem, havia outras opções. Até que, algumas horas e plaquinas depois, descobri que todos os filmes infantis já havia sido esgotados, se meu filho quiser, terá que assistir filme de adulto. Oba feriado, tudo bem, aqui é o shopping, e estou aqui pra isso, pra me divertir e essa fila é ótimo para tal. Mais algumas plaquinhas depois, descobri que soh teria sessões depois das 23:00hs, mas poxa ainda são 16:00hs, meu filho, um guerreiro, diga-se de passagem, topou, vamos assistir o que der.
Três horas e meia depois, das 14:30hs as 17:59hs em fim consegui vencer a interminável fila e chegar ao guinche, onde uma simpaticíssima bruxa me aguardava para me dar uma bela facada, e ter a coragem de me cobrar R$ 32,00 por pessoa para assistir a um mísero filme. Mas tudo bem R$ 96,00 depois, estava com o tão sonhado ingresso na mão. Porém agora teríamos que esperar até que chegasse 23:10hs para o filme começar.
Depois de uma quilométrica fila nada melhor que um lanchinho, MacDonalds é claro! Pagar fortunas para ganhar um boneco de plástico é tudo que um consumidor tapiado como eu precisa. É a saída ideal para fazer o tempo passar até a hora do filme. Mas claro, tem uma MacFila para ser vencida. Ao final dela, outra simpaticíssima, sorridente e feliz funcionária do MacDonalds, com toda a boa vontade do mundo me atende. Sr, esse brinquedinho que seu filho tanto quer acabou, mas se quiser, tem esse dois palitos de fósforo riscado ou essas tampinhas de garrafa, tem também esse palhacinho de plástico por apenas R$ 12,00. Ok, vou ficar com o palhaço ele combina mais comigo. E lá se vai outros cento e poucos reais, e pra minha extrema felicidade, me informa que tenho que tomar outra fila para pegar meu lanchinho, pois existia uma fila para ser atendido e outra para receber o pedido. Feriado! Maravilha!
A tão desejada hora do filme se aproxima, e logo, vou até a entrada da sala pra comprar minha pipoquinha e pegar um bom lugar, mas que ingênuo eu, como já não me espantava mais, uma quilométrica fila da pipoca, e outra maior pra entrar na sala, já estavam formadas.
A mais de meia hora na fila da pipoca percebi que já passava das 23:00hs e meu filminho, claro já estava começando, mas tudo bem, feriado, lembra? Foi então que percebo um desentendimento entre algum “injusto” da fila reclamando da demora dos, apenas, 2 atendentes da Cinemark fazendo pipoca para toda aquela gente. Mas que cara egoísta, soh porque já está uma hora na fila, e gastou uma fortuna pelo ingresso já está reclamando? Mas ele não está percebendo que soh tem apenas dois atendentes? E que a multinacional e multimilionária Cinermark não tem condições de pagar um salário mínimo para colocar alguém lá pra ajudar? Mas que mal educado.
Hoje é feriado, soh quero assistir meu filminho tão desejado, que aliás, nem era o filme que eu queria, pois já teria esgotado, lá no começo da terceira fila que peguei hoje. Quero pegar minha pipoca e correr pra outra fila e me aquietar.
Mais de uma hora depois, chegou minha vez, e fui mais uma vez assaltado, ao ser cobrado 23 reais por um saco de pipoca. Mas calma moço, vc pode encher ele novamente. Me informou a atende. Refil grátis, claro! Isso explica o superfaturamento do saco de pipoca que tem um custo de 0,50 centavos de milho, e vendido a 23,00 reais, como sou maldoso. E por favor, aguarde ao lado nessa outra fila para receber seu pedido. Sim claro, havia me esquecido dessa regra. Com meu saco de pipoca superfaturado na mão, soh me resta uma ultima fila pra em fim, assistir ao filme, ou pelo menos o final dele.
Em fim, entrei na tão esperada sala de cinema, que obviamente estava superlotada, mas depois de rodar um pouco achei um lugar bem espremidinho. Mas ainda bem que o filme estava no final, caso contrário, hoje não conseguiria escrever esse artigo com um baita torcicolo que estaria de ficar bem em baixo da tela do cinema.
Vinte minutos depois, acaba-se o filme, juntamente com meu feriado, pois já se passava da meia noite. Depois desse mártire soh me resta pegar meu carro e ir tentar descansar um pouco em casa, de onde eu nem deveria ter saído. Mas calma, ainda tem a fila de saideira, claro fila pra pagar o estacionamento. Com todo mundo saindo da sala ao meso tempo, não poderia estar, se não, gigantesca. E com um último assalto, cobrado R$ 3,50 por hora de estacionamento, lá se vão mais R$ 26,00 pra fechar com chave de stress, meu lindo e perfeito dia de feriado em um Shopping Center.
Um comentário:
Triste.
rs
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